Sejam Bem Vindos!

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CÂMARA HOMENAGEIA ‘ZÉ DE DECA’
 
Publicada em: 10/06/2010
 
Foto:acervo familiar

Muitos dos Presentes Fizeram Uso da Palavra para Homenagear ‘Zé de Deca’, segue mensagem lida pelo Vereador e Presidente da Câmara, Ricardo Didier:

Escutar as histórias dos outros podem nos afetar emocionalmente até certo ponto, mas a dor da perda voce só pode senti-la quando vive em primeira pessoa. Tristeza é o desespero do irreversível. Irreversível é a morte. Perdemos nosso amigo ‘José Tibúrcio, mas conhecido como ZÉ DE DECA.  Ele que foi um grande PAI, ESPOSO, POLÍTICO, EXERCEU UM TRABALHO SOCIAL AJUDANDO MUTAS PESSOAS. “Mas, não morremos de morte morrida, mas de vida vivida”. A conjugação pode estar errada, mas os poetas, como se sabe, são livres para “poetar” e o sentido é profundo. Ele abusou demais do seu coração muito bom, vivendo intensamente suas emoções. “Prefiro viver intensamente por menos tempo, do que viver mais e não poder fazer as coisas que mais gosto nessa vida”. Era o seu lema. Sempre dizia isto aos amigos mais próximos. Quem ele amou, ele amou sem medidas porque era ávido de amor. Gostava de dividir e doar. Sincero até demais, dono de um coração sem limite e não media esforços para ajudar as pessoas.

Todos nós, que moramos aqui, temos medo de uma notícia destas. Nossa alma fica pequena só de pensar e temos que viver com isso. Quanto mais passa o tempo e eles envelhecem lá do outro lado, pode ter certeza, um dia esta notícia vai chegar. É o curso natural da vida, mas quem disse que é fácil aceitar? A tristeza desta perda não se resume ao passado, é a dor da tristeza pelo futuro que não se terá. Ele não vai mais estar em casa esperando seus filhos com preocupações como fez tantas vezes, mas pode ter certeza que vai está no céu cuidando deles.

Perder alguém querido é perder-se, porque somos feitos dos outros que nos rodeiam. Pai e mãe é parte de nós. Para filhos, esposa e familiares foi-se um pedaço do peito. Foi-se uma parte da família. Saudade e tristeza profunda misturadas a uma alegria tão grande de tê-lo no passado…De te-lo tido como pai, esposo e para nós sanhorenses um grande cidadão. Sentimentos confusos nesta hora. Ele se foi, e esta doendo. Saber que nunca mais vai abraçá-lo, nunca mais vai ter o prazer de revê faz sofrer. Saudade para o resto da vida.

 

 

Tristeza é um silencio que grita dentro. Lágrimas incontroláveis é um protesto que a situação seria melhor se fosse outra. Nunca mais dói demais.

Perder um pai não tem consolo, eu que o diga! A distancia nestas circunstancias é cruel.

Me entristeço pensando o quanto a gente adia pequenas coisas que são realmente importantes da vida, na ilusão de que o tempo “vai dar” para fazer tudo. Não deu para dizer adeus...

Vá com Deus meu amigo Zé de Deca!

 

 

 
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